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quinta-feira, 29 de junho de 2006

Anti-Racismo


Lá vem aquele papo chato de cotas para negros e índios em universidades públicas federais.
Acho perfeito que se queira dar chances iguais a todos os cidadãos brasileiros, mas o que vai acontecer é um APARTHEID, pois etão seccionando a sociedade.
Se estão querendo beneficiar as minorias, então, que todos sejam beneficiados, afinal, o que será do homem branco e pobre neste país ??
O justo seria se criar um sistema universal. Educação, saúde, trabalho e lazer deveria ser proporcionado para todos.
Eu sou contra o sistema de cotas. O vejo como uma atitude altamente racista ao excluir cidadãos. A pátria tem que funcionar e ser boa para todos: brancos, pretos, índios, homossexuais...nossa constituição diz que somos todos iguais perante a lei, então, que se faáca a lei, que seja obedecida.
Não quero ver meu país, num futuro não muito distante, com Shopping Centers para Negros e Índios, Rádios e TVs para as minorias sociais, Hospitais para a tchurma GLS.
Somos todos brasileiros e a nação é nossa. Para todos.

sábado, 10 de junho de 2006

Começou a Copa


A Copa do Mundo de Futebol é o evento mais democrático do planeta. Nações esquecidas e inexpressivas como Trinidade & Tobago têm a chance de aqui exibir seus símbolos nacionais e disputar partidas em pé de igualdade contra Suecos, por exemplo.

Que outro esporte proporcionaria isso senão o futebol ? - Que outra oportunidade teria o mundo de ouvir o hino nacional de Gana ?

Nações pobres contra nações ricas, pretos contra brancos, mulçumanos contra cristãos, todos envolvidos por um esporte. E até há a sensação de trégua nos conflitos mundiais durante a realização deste torneio.

O Brasil, grande estrela do evento, também sai ganhando. Não só pelo fato de ter jogadores de altíssimo nível como também por sair das sombras e ser lembrado. O Brasil transforma-se numa espécie de Capital do Império Futebolístico a cada quatro anos e as majestades deste império são idolatradas. É um orgulho mesmo ser brasileiro nestas horas...ainda que, para isso, tenhamos que esquecer o que acontece dentro de nossas casas.

Durante um mês o Brasil esquece a violência, o PCC, o MST, o desemprego, a corrupção, Lula...e mais uma vez embarca no sonho de conseguir a Taça...uma simples taça de campeão de um torneio esportivo que o mundo todo quer, seja rico ou seja pobre...é a taça do mundo !

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Versos Intimos - Poesia do Paraibano Augusto dos Anjos


 Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Vizinhos Saqueiam Nossa Casa


Seria cômico se não fosse trágico: os bolivianos roubaram o Brasil. Com o consentimento do ilustríssimo idiota Sr. Presidente Lula, perdemos mais de um bilhão de dolares para essa cambada esquerdista que quer fazer uma revolução na América Latina.
Claro, eles tem o direito de nacionalizar qualquer coisa que esteja no solo deles, mas não podem se apoderar do patrimônio alheio, ignorando regras internacionais.
Saquearam o Brasil, agiram na surdina. Evo Morales e Hugo Chávez tramaram tudo nas costas de Lula (ou nas barbas dele) e o pior foi ver o nosso idiota Sr. Presidente Lula dando apoio.
Na verdade, a opinião de Lula não nos interessa mais. Ele não defende o Brasil, defende seus interesses e suas alianças imbecis com este povo plantador de cocaína, ladrões, traidores.
Não podemos deixar que o Brasil embarque nessa contra-mão, nessa ordem continental que querem nos impor.
Devíamos mostrar nossa indignação expulsando embaixadores,imigrantes e estudantes bolivianos. Não sou a favor de uma guerra, mas de uma resposta que expresse a indignação do povo brasileiro.
Nós, enquanto nação mais poderosa da América do Sul, não podemos ser cúmplices desta armadilha. Chega de levarmos esse continente nas costas.
Se os bolivianos querem nacionalizar suas riquezas, ótimo!...mas que vendam a outro. Assim como a Venezuela quer construir um gasotduto para nos vender seu gás. Ótimo!...deixem que construam e depois a gente nacionaliza tudo.
E nunca mais vamos fazer negócios com ladrões.

terça-feira, 2 de maio de 2006

A Outra Volta do Ponteiro


Tic - Tac
Meu relógio
Marca o tempo
Infinito
Passa a vida
Como o vento
Tic - Tac
E eu aqui
Nem aí
Passa o dia
Vem a noite
Tic - Tac
Insistente
Marca a vida
Minha vida
Mal vivida
Mata o tempo
Passa a hora
Tic - Tac
Chega a noite
Vou dormir
Mais um dia
Infinito
Ele alí
Tic - Tac
Tic - Tac
E eu aqui
Tac - Tic
Tac - Tic
Tac - Tic

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Olhos de Contemplação


Minha avó segurou a cabeça da galinha, esticando o seu pescoço. Tirou algumas penas puxando-as entre o polegar e a lâmina da faca afiada e, enquanto reclamava de alguma coisa, cortou a jugular da ave.
Eu alí, de pé, do lado, segurando as asas e os pés da galinha, senti seu corpo se aquecer e estribuchar. Não era reclamação, era dor. Morrer daquele jeito devia doer.
Enquanto todo o sangue não parou de jorrar dentro de uma bacia branca de ágata o animal se debateu. Até que foi relaxando, relaxando...indo embora...
Eu alí, aos 12 anos, via pela primeira vez como era morrer.
Depois disso, um carneiro foi morto para um churrasco no São João. Vi bem de perto os olhos do animal que, resignado, parecia olhar pra mim enquanto tinha o pescoço cortado. Era uma morte cruel, mas ele não reclamou, não se debateu. Parecia aceitar seu destino fatídico. Apenas seus olhos me contemplavam no instante em que a vida lhe abandonava o corpo.
Claro, nessa época eu era impiedoso como a maioria das crianças o é. Torturava insetos e pequenos animais. Mas, no dia em que vi meu pai entrando em casa trazendo meu cachorro morto nos braços, tudo mudou. Atropelaram o bichinho. Apagaram a luz que um dia lhe havia sido dada. Expuseram suas vísceras em praça pública.
Quando Sérgio morreu eu estava com 16 anos. Lembro que foi a única morte (de bicho ou de gente) que não me causou dor alguma. Acho, até, que foi um dia feliz, pois Sérgio era aquele tipo de garoto grandão, fortão e sempre importunava os menores. Eu odiava isso. Eu mesmo havia sido alvo dele algumas vezes, suficientes vezes para quase dar graças a Deus por sua morte. Não senti remorso algum ao encontrar, no velório, seu pai em prantos.
Depois disso, outras mortes vieram se mostrar ao meu redor. Minha avó sofreu até ficar inconsciente e dar seu último suspiro. Um amigo se suicidou. Outro morreu de AIDS. A dor da perda me foi ensinada desde cedo porque a vida é tão cruel quanto a morte. São como duas mulheres que riem das maldades que fazem.
Morrer é como se alguém nos roubasse algo; é injusto, é negar o direito de continuarmos nosso caminho.
A única certeza que temos é a da morte. Morremos um pouco todo dia e morreremos todos um dia. E eu só queria terao meu lado alguém a quem pudesse olhar com olhos de contemplação, como o carneiro me contemplou.
E, resignadamente, aceitar meu destino injusto, mas inevitável.
E eu alí, deitado, contemplando um par de olhos, ensinaria a alguém como é morrer.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Essa Boneca Tem Manual ???


...Sua casa é azul e verde * Cercada de grandes árvores * Nos segredos dela se aposta viu? * Nos cabelos dela não se toca ouviu? * Eles são de nuvem ou bombril?* Eles são ousados ou só seus? * Essa boneca tem manual? * Mas é que ela mora na janela * Junto ao seu gato e um mistério * Desenha um rabisco no caderno * Espia um belo eterno? * Que será que ela vê naquela TV feita de pau amarelo? * Viaja estudando o espaço * No seu vestidinho de morango? * Na insistência da imaginação...
(Vanessa da Mata)

terça-feira, 25 de abril de 2006

Conte os Pontos Pretos

Desenho


Caleidoscópio - Lápis de Colorir sobre Canson - Desenho de 2001
by Vlamir Marx

Despedida


Dizer adeus
É sepultar um tempo
É dar à luz recordações

Um tempo

Momento vivido intenso
Sem senso do fim próximo
Quando tudo vira lembrança

Saudade de um tempo
Quando adeus era até breve
E não até nunca mais

Dizer adeus
É das as costas
É fechar as cortinas
É dobrar a esquina
È fechar as portas

É sumir das vistas
E virar um nome
Nome sem corpo

Só recordações de um tempo
e adeus...