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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Um resgate rápido III


Um grupo de São Francisco (EUA), nos anos 80, fez a música gay crescer e aparecer
Num cenário riquíssimo de talentos inesquecíveis, o DJ Bill Motley viu uma oportunidade de formar um grupo musical para agitar as festas da clientela gay das boates de São Francisco. Em sua busca por grandes performers, o DJ abriu audição para centenas de vocalistas, homens e mulheres, e a cantora de barzinho Cynthia Manley conquistou o posto de líder.


A idéia original era gravar um compacto com 12 minutos e duas faixas de música para ferver nas pistas de dança da cidade. O DJ Motley, grande fã da cantora Diana Ross, escreveu as duas canções do compacto: um disco-drama e um medley de duas canções de Ashford & Simpson. A história da música gay norte-americana estava prestes a ser escrita.

Quando "Remember Me/ Ain´t No Mountain High Enough" começaram a ser executadas nas rádios, a América acreditava que a "morte da discomusic" já havia acontecido no país. Entretanto, os frequentadores das discotecas, especialmente os gays, não paravam de dançar. Era esta a energia da música que o DJ Motley queria resgatar.
A voz poderosa de Cynthia impulsionou o sucesso das músicas do compacto para além dos clubes gays. Estava formado o grupo Boys Town Gang, um dos precursores de toda a dance music do planeta.

Boys Town Gang era composto por:
Cynthia Manley, Jackson Moore, Robin Charin, Don Wood, Tom Morley and Keith Stewart (Back-Vocals antes do lançamento do disco "Disc Charge"). A formação mudou após o lançamento do primeiro LP, mas Cynthia continuou firme, forte e pintosa no comando do grupo.
E foi com esta capa muuuuuiiiiiiiiitttttttttoooooooooo homoerótica que o grupo se lançou para o mundo. Ao Boys Town Gang e ao DJ Bill Motley, nossos sinceros agradecimentos.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

As inquietações de Bruna


(foto: Vlamir Marx)

Bruna, paraibana, 20 e tantos anos, travesti há 5,cabeleireira profissional. Batemos um papo informal e sua personalidade se mostrou dúbia em alguns momentos, marcante em outros, mas infinitamente bem resolvida sempre. Dúvidas e sonhos permeiam o universo particular em que ela vive, assim como permeiam cada um de nós.

Bruna acredita em Jesus Cristo, mas carrega em sua enorme bolsa (tecido de oncinha, lógico!) um livro sobre candomblé. Ela não se prostitui, mas não deixa de aceitar mimos de eventuais transas que encontra nas ruas. Se considera sexualmente passiva, entretanto, assume que muitos parceiros preferem que ela seja ativa no sexo. "Se a natureza me deu um pinto, é por ele que eu vou gozar." - defende-se.

Bruna fala pausadamente e seus olhos alertas estão sempre analisando reações alheias. A transformação corporal se iniciou a pedido de um ex-namorado. "Pus aplique no cabelo, tomei hormônios e em uma semana já estava me vestindo como menina. Fui a bicha mais rápida a virar travesti no mundo" - brinca.

Bruna não sofreu preconceito por parte da família ao chegar em casa de cabelão, peito e calcinha. Ela diz não ter sofrido nenhum tipo de discriminação por parte da sociedade, mas sabe que seu caso é uma exceção. Hoje, já toda transformada, Bruna se sente plena e feliz com seu corpo, ao contrário da amargura que carregava nos tempos em que era "apenas Beto, uma bichinha."

Bruna tem os mesmos sonhos da maioria das travestis brasileiras: ir para a Europa onde, acredita, a aceitação da homossexualidade é maior (apesar dela não admitir sofrer preconceitos aqui). Na Europa, ela sonha que encontrará um homem disposto a assumi-la como legítima esposa, com quem viverá feliz para sempre. Por enquanto, a distãncia entre o sonho e a realidade é bem cruel: Bruna mantém um relacionamento com um cara casado que trabalha como "massagista" numa sauna gay e se vira como pode nas horas vagas.

O mundo de Bruna é dúbio, duplo. Olhando de perto, ainda há um pouco de Beto dentro dela. Seus sonhos de felicidade eterna são os mesmos de todos nós. A inquietação do seu olhar é a tradução de uma alma que busca e há de encontrar.
Bruna é assim: uma travesti sem sobrenome, o que, por si só, já demonstra uma diferença das demais. Bruna quer ser feliz. Bruna não quer ser mulher, quer ser feminina sem abrrir mão do pinto que tem.

Bruna é arretada !

quarta-feira, 20 de junho de 2007

TomBoy - o cantor mais gay do mundo





























TomBoy é um dinamarquês afetadíssimo. Venceu o Big Brother Dinamarca e lançou-se como cantor. Apostou todas as fichas (e plumas) numa filosofia de vida: "Quanto mais pinta, melhor !".

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Guia Turístico Gay de João Pessoa/PB




Lançado no último dia 28 de maio, o guia põe a capital paraibana na rota do turismo rosa, setor que mais cresce no país, segundo dados fornecidos pela Ministra do Turismo, Marta Suplicy.










Um projeto de estudantes do curso de turismo da UFPB, o guia foi muito bem-vindo por autoridades e ativistas que aplaudiram a iniciativa.










Mais uma prova de que não se precisa ser gay para lucrar com o "pink money".

quinta-feira, 31 de maio de 2007

FILHO da MÃE

Escrito por Claudia Valli www.blogdavalli.com.br




Quando não está decorando seu gabinete, chamando mulher de vadia ou fazendo deputada feia chorar, Clodovil Hernandez trabalha muito em prol do eleitorado (burro) que o elegeu.



A maior prova disso é o projeto que o nobre deputado, entre uma baixaria e outra, apresentou esse mês, propondo a criação do Dia da Mãe Adotiva. Que singelo!



E ainda dizem que esse cara não gosta de mulher! Injustiça.



Sugiro que ele apresente também um projeto que proponha a criação do Dia da Mãe Joana. Afinal, todos sabem que o Congresso é a verdadeira casa desta senhora.




Recuso-me a sugerir a criação do Dia da Puta, pois tal homenagem poderia ser considerada uma espécie de nepotismo, visto que muitos parlamentares são filhos dela.

MISS UNIVERSO 2007


A japonesa ganhou, mas não convenceu. A Miss Brasil, Natália Guimarães, é a verdadeira mulher mais bela do mundo. É ou não é ? - É !

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Mensagens Subliminares

A teoria da conspiração...

Miss Paraíba Gay 2007 - registro fotográfico

































































O evento rolou ontem, dia 29/05, no Teatro Santa Roza, em João Pessoa/PB. Muita fechação, palhaçada, atrasos e no fim ninguém sabia ao certo quem seria a eleita..."Máfia !" - gritavam os presentes...a miss João Pessoa empatou com a miss Guarabira e o impasse foi tão grande que a platéia se retirou do teatro...Todo ano é amesma coisa, não é ?




















quinta-feira, 24 de maio de 2007

Vai tomar no cu - original

Uma linda canção

O Anjo de Zuzu







Eu costumava achar que a volta dos militares ao poder talvez pudesse pôr ordem nessa bagunça em que o país se encontra. Quando "virei gente", a ditadura já havia acabado e eu não vivi aqueles tempos.




Após ver o filme Zuzu Angel (BRA/2006-Globo Filmes) minha opinião mudou radicalmente. Não é uma ditadura militar quem fará o Brasil tomar jeito nem a luta de militantes de esquerda.São pessoas como Zuzu.
O filme, estrelado pela excelente Patrícia Pilar, conta a história da estilista Zuzu Angel que teve seu filho Stewart Angel, interpretado por Daniel de Oliveira, morto pela repressão militar no começo dos anos de 1970. O filme não deixa de contar os detalhes da prisão, tortura e assassinato de Stewart, além da luta de sua mãe por justiça.


O diretor Sérgio Rezende fez uma cinebiografia espetacular e, de quebra, trouxe à tona esta página negra da história do Brasil que muitos, como eu, só ouviram falar ou jamais imaginariam o que é viver sob censura. O cuidado da produção, da cenografia à fotografia, é de encher os olhos.



Luana Piovanni e Elke Maravilha também dão o ar da graça, além de Leandra Leal, Alexandre Borges e Nelson Dantas (que faleceu antes da estréia do filme). Elenco de primeira, história de primeira, só falta agora você correr às locadoras (ou ao camelô da esquina) e ver esta obra que expande nossos horizontes políticos, além de mostrar do que o amor de uma mãe é capaz.