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terça-feira, 21 de agosto de 2007

CULTO SATÂNICO


Já foi dito que o Mal viria à Terra na pele de um grande orador, um homem com discurso irresistível. Pois, saibam que o Mal já habita entre nós, disfarçado de cristão e encarnado não em um único homem, mas em vários, que usam a arte da enganação para disseminar a blasfêmia e a ignorância entre os homens.

Sim, pastores evangélicos são os verdadeiros discípulos de Satanás, pregando a palavra da enganação e das falsas promessas em nome de Cristo.

Os exércitos de Satã estão se organizando dentro dos templos evangélicos. Lá, o nome do demônio é sempre mais citado e invocado em sessões de descarrego, falso exorcismo ou para justificar infortúnios pessoais dos fiéis. Tudo é atribuído ao demônio porque lá não se acredita na força do Pai e dá-se espaço às hordas diabólicas. Eis a grande conspiração protestante: assim como Lúcifer, um dia, protestou contra o Senhor.

Nos cultos satânicos neo-pentecostais há choro, gritos e lamentos, uma atmosfera de sofrimento e culpa, bem ao gosto do diabo.
Há, também, pessoas falando em línguas estranhas num sinal claro de possessão demoníaca. Ora, qual o sentido de orar em uma língua que ninguém entende ? – É pouco provável que o Divino Espírito Santo venha se manifestar desta forma. Parece mais obra de Satanás e suas legiões, sempre pairando à espreita destas pobres almas que vão aos cultos em busca de sucesso financeiro.
Eis a glória dos evangélicos: ter posses materiais e isso não soa diabólico perto dos ensinamentos de Cristo ?

Conduzidos pelo cajado do Mal, pastores convertem assassinos, ladrões, trambiqueiros e toda a sorte de criminosos para os exércitos satânicos. Adestram pessoas a aceitarem Jesus e se esquecem de perguntar ao próprio Jesus se Ele os aceita.

Nos templos evangélicos prepara-se a acolhida ao messias das trevas. O anti-Cristo virá através deles prometendo a salvação e bens materiais, da mesma forma que pastores fazem hoje. Prometendo a cura de todos os males, estes falsos profetas arrebanham milhões ao covil do diabo.

Outra amostra da charlatanice de evangélicos são as tais “mensagens subliminares” que os fazem ver Satanás em qualquer lugar, desde peças publicitárias a filmes infantis. Somente alguém possuído pelo Satanás teria a idéia de tocar uma música ao contrário em busca de suas mensagens malévolas. Quem procura, acha.

Uma mente pervertida e tomada pela sujeira do inferno é capaz de ver o mal onde ele não está. Também isto é parte do plano de Satã, pois, ao manipular evangélicos, divulga seu nome pelo mundo. É esta a força de que ele precisa. Quanto mais acreditam em sua existência, mais forte ele fica.

A Bíblia dos evangélicos suprimiu sete livros. Por que ? - São sete profetas que ameaçavam sua seita. Não duvidem que, um dia, eles vão incluir um livro de Edir Macedo ou de Rosinha Garotinho em sua Bíblia Negra, pois, estes sim, dizem o que os evangélicos querem ouvir, visto que não há argumentos bons que não seja os deles e este radicalismo também é sintoma satânico. Os maiores ditadores da história tinham esta atitude perante quem os questionava. Hitler, Mussolini, Mão Tse-Tung...

Não duvidem do Mal entre os evangélicos, pois, até a Mãe de Deus foi apagada de suas adorações como se não merecesse a divindade que possui, além do simples fato de ser mãe. Quem renega sua mãe renega o próprio Deus.

Depuseram crucifixos, obrigaram mulheres à uma existência presa a longas saias, pernas peludas e rostos amarelados, exatamente como os fundamentalistas islâmicos que põem suas mulheres em condição diminuída em suas sociedades machistas. Assim agem os evangélicos que morrem de medo da sexualidade feminina e do poder da maternidade, noutro sinal de que o Diabo os conduz.

Salvo será aquele que tem Deus no coração e não no dízimo. Amar a Deus sobre todas as coisas e não ama-lo na esperança de receber algo em troca.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Nossa Língua Imprecisa




Tenho um amigo italiano, o Giorgio, que estuda línguas desde criança e a única que não consegue dominar é a portuguesa. Giorgio fala bem o alemão, espanhol, inglês, francês e também fala bem o português, mas a imprecisão da nossa língua ainda o deixa confuso.




Por exemplo, sempre lhe foi ensinado que o aumentativo das palavras se faz acrescendo o sufixo “ão” – GATO / GATÃO, CARRO / CARRÃO e assim por diante.





- Então, - Giorgio perguntou – um plantão é uma planta grande ?

- Não, amigo. Assim como um calção não é uma calça grande. Pelo contrário: um calção é uma calça curta. - Tentei explicar complicando.





Giorgio não entende por que um cordão é uma cordinha e eu não entendo por que a língua portuguesa se mostra tão difícil aos estrangeiros. Difícil é falar mandarim.






Tudo piora aos aprendizes quando parte-se para a pronúncia. Já ouvi reclamações a cerca dos fonemas idênticos que dão um nó na cabeça deles, para não falar dos sotaques e regionalismos que chegam para atrapalhar ainda mais. Sabia você que o sotaque mais difícil de compreender, para um estrangeiro, é o sotaque carioca ?










Entre tantos exemplos, lembro do Giorgio citando estes fonemas idênticos:




QUANDO / COANDO
QUE HORAS SÃO ? / QUE ORAÇÃO ?
MANDADO / MANDATO
ALTO / AUTO
SERÁ / CEARÁ






Pobre Giorgio. Mal sabe ele que nem nós podemos entender o português de Portugal, berço da nossa língua. Em alguns casos, não entendemos nem os próprios brasileiros.


Imaginem se eu fosse explicar ao italiano que baião é um ritmo musical e não uma baía gigante ? – E que sapatão não é nada disso...


E balão ? – É aumentativo de que mesmo ?

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

NÃO PISE NA GRAMA, PISE NA FAIXA






O prefeito da capital paraibana sancionou uma lei que prevê multa ao pedestre que não atravessar a rua na faixa. Baseada no Estatuto do Pedestre, a lei também pune quem joga lixo e anda com cachorros sem coleira/fucinheira pelas ruas de João Pessoa.











A lei seria perfeita e muito civilizada se tivesse sido criada para ser respeitada, mas não foi. É uma lei de exibição, uma tentativa de dizer ao resto do país que a cidade é um exemplo de boa educação, mas não é.











O prefeito Ricardo Coutinho (PSB) já sancionou outras leis a quem ninguém dá a mínima importância e continua as ignorando redondamente: a homofobia é crime no município mas homossexuais continuam sendo vítimas de violência. É proibido estacionar nas calçadas mas o que mais se vê são pedestres sem ter por onde andar porque calçada, em João Pessoa, é terra de ninguém.











Pedestres são ameaçados por motoristas insanos porque não há fiscalização. A ineficiência da secretaria de transportes é absurda e a tal da “carteirada” ainda é gesto habitual na capital.











Então, se fazem leis para serem ignoradas pela população ou para tornarem-se piada, qual o sentido disso tudo ?











Para multar um pedestre por não atravessar na faixa é necessário que se tenha a faixa pintada no asfalto. Esqueceram de dizer isso ao prefeito. Esqueceram de dizer também que temos problemas muito mais urgentes a serem resolvidos.











Ahh, e não esqueça: NÃO PISE NA GRAMA !

sábado, 11 de agosto de 2007

O Itinerário da Leveza pelo Ar


Ana Maria comprou um biquini de bolinha amarelinho, tão pequenininho, que podia esconder na palma da mão.




A ingenuidade da letra desta música (Itsy Bitsy Yellow Dot Bikini), dos anos 60, traduz um puritanismo incompatível com a época em que foi lançada. Nos anos 60, Brigitte Bardot já se expunha nua nas telas dos cinemas em "E Deus fez a mulher". O biquini já era peça corriqueira nas praias do mundo. Americanos explodiam bombas atômicas em atóis. A contra-cultura questionava conceitos e em Saint-Tropez era ensaiado o top less.




De repente, surge a pueril canção "Biquini Amarelinho" que contava a história de uma donzela cheia de pudores e constrangimento diante de uma peça de banho minúscula, a verdadeira negação de toda a ebulição cultural daquela época.



A estampa de bolinha nos remete a um sentimento de infantilidade, de brincadeira; já o fato narrado na música é totalmente sexual. Essa dualidade fez do biquini amarelinho um ícone da leveza intelectual, movimento não-organizado (quase involuntário) que perdura até os dias de hoje e tem nesta melodia/letra sua expressão máxima de descomprometimento cultural.




O biquini de bolinha amarelinho é pop, mas não da mesma linhagem da arte de Andy Wahrol. É mais suave, mais leve e, talvez por isso, sobrevive, como vírus espalhado no ar. Quando tudo está muito sério, basta apelar às bolinhas. Elas também são uma forma de contestação.



Assumindo-se esta "leveza intelectual", questiona-se: o biquini era amarelo com bolinhas pretas ou preto com bolas amarelinhas ?




Brigite Bardot saiu de moda e os americanos não explodem mais suas bombas atômicas. A contra-cultura cedeu lugar à industria e a era digital suplantou a era de aquário.




Era apenas um biquini amarelinho tão pequenininho...




terça-feira, 24 de julho de 2007

O que é que eu vou fazer com essa tal prosperidade ?


Para o governo, não existia crise na aviação brasileira. Pelo contrário, a superlotação dos aeroportos chegou a ser atribuída à prosperidade econômica.



Pois bem, veio a irritação de passageiros, atrasos, vôos cancelados, panes nos radares e a crise culminou com o desastre do avião da TAM em Congonhas. Para resolver o problemão que tem nas mãos, o governo decidiu que é hora de modernizar aeroportos e a conta quem pagará somos nós porque as companhias aéreas não podem ter prejuízo, muito menos o governo.


A prosperidade enaltecida como ícone de crescimento do poder aquisitivo do brasileiro, que passou a voar mais, é a mesma prosperidade que agora vem assaltar nossos bolsos para corrigir uma falha governamental.





O preço das passagens aéreas vai subir drasticamente para barrar o enorme fluxo de passageiros que hoje voam nos céus brasileiros. Não, o governo não quer mais a prosperidade. O governo não quer pobre tendo acesso a avião e lotando o saguão dos aeroportos. Voar é para quem pode. Isso sim, é sinal de prosperidade. E, mais uma vez, o povo leva a culpa.





Brasileiro é assim mesmo: aceita sem reclamar. Ninguém se opõe, ninguém briga. Deve ser a tal prosperidade !

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Relaxando e Gozando...ou, ao menos, tentando


O país está em festa:


  1. Temos uma das maravilhas do mundo moderno.

  2. Temos os Jogos Pan Americanos.

  3. E temos também mais um desastre aéreo.

Somos medalha de ouro em mobilização nacional quando garantimos a eleição da sisuda estátua do Cristo Redentor como uma maravilha. Maravilhosa, ela não é. Maravilhosa pode ser a vista que se tem do alto do morro do Corcovado. Maravilhosa pode ser a floresta tropical que se aproxima do visitante no caminho ao Cristo. A estátua, em si, não tem nada de maravilhosa e isso pouco importa aos brasileiros: a medalha de ouro é nossa !



Como reflexo da grandiosidade econômica tupiniquim, atletas brilham nos Jogos Pan Americanos Rio 2007. Deve ser aquela prosperidade alardeada pelo governo federal que beneficia atletas, mas que continua inatingível para os simples mortais, os que pagam a conta da construção de uma vila olímpica super-faturada, os que bancam a roubalheira de empreiteiras e sustentam os rios de desvio de verbas que alimentam os bolsos dos corruptos. Porém, temos que admitir, esta é outra medalha de ouro para o Brasil. Uma grande medalha de ouro fincada na nossa testa, onde os imbecis ostentam suas medalhas.



Enquanto lutamos por medalhas nos esportes, mais de 200 pessoas morrem em outro acidente aéreo. Parabéns, Brasil. Somos medalha de ouro na modalidade "Terror a Bordo"...e ainda chama de "acidente" o que poderia ter sido evitado !


Espetacularmente, nossas aeronaves se deparam com pousos forçados, pistas antigas, aquaplanagem, greve dos controladores de voo, ausência de radar......sem falar na agonia de passageiros que começam a enfrentar o "Caos Aéreo" ainda no chão, no saguão dos aeroportos, em esperas intermináveis, overbooking, desinformação....


Mas, para se ganhar medalha de ouro é preciso muito mais que transtornar a vida de milhões de pessoas que pagam pelo transporte aéreo: é preciso mata-los.


Somos medalha de ouro. Parabéns, Brasil. O Cristo é uma maravilha, a vila do Pan é uma maravilha e as 200 vozes que se calaram em Congonhas expôs o show de incompetência, burocracia e descaso que impera no país.


Relaxa e goza ! O importante é a medalha na testa !

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Um resgate rápido III


Um grupo de São Francisco (EUA), nos anos 80, fez a música gay crescer e aparecer
Num cenário riquíssimo de talentos inesquecíveis, o DJ Bill Motley viu uma oportunidade de formar um grupo musical para agitar as festas da clientela gay das boates de São Francisco. Em sua busca por grandes performers, o DJ abriu audição para centenas de vocalistas, homens e mulheres, e a cantora de barzinho Cynthia Manley conquistou o posto de líder.


A idéia original era gravar um compacto com 12 minutos e duas faixas de música para ferver nas pistas de dança da cidade. O DJ Motley, grande fã da cantora Diana Ross, escreveu as duas canções do compacto: um disco-drama e um medley de duas canções de Ashford & Simpson. A história da música gay norte-americana estava prestes a ser escrita.

Quando "Remember Me/ Ain´t No Mountain High Enough" começaram a ser executadas nas rádios, a América acreditava que a "morte da discomusic" já havia acontecido no país. Entretanto, os frequentadores das discotecas, especialmente os gays, não paravam de dançar. Era esta a energia da música que o DJ Motley queria resgatar.
A voz poderosa de Cynthia impulsionou o sucesso das músicas do compacto para além dos clubes gays. Estava formado o grupo Boys Town Gang, um dos precursores de toda a dance music do planeta.

Boys Town Gang era composto por:
Cynthia Manley, Jackson Moore, Robin Charin, Don Wood, Tom Morley and Keith Stewart (Back-Vocals antes do lançamento do disco "Disc Charge"). A formação mudou após o lançamento do primeiro LP, mas Cynthia continuou firme, forte e pintosa no comando do grupo.
E foi com esta capa muuuuuiiiiiiiiitttttttttoooooooooo homoerótica que o grupo se lançou para o mundo. Ao Boys Town Gang e ao DJ Bill Motley, nossos sinceros agradecimentos.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

As inquietações de Bruna


(foto: Vlamir Marx)

Bruna, paraibana, 20 e tantos anos, travesti há 5,cabeleireira profissional. Batemos um papo informal e sua personalidade se mostrou dúbia em alguns momentos, marcante em outros, mas infinitamente bem resolvida sempre. Dúvidas e sonhos permeiam o universo particular em que ela vive, assim como permeiam cada um de nós.

Bruna acredita em Jesus Cristo, mas carrega em sua enorme bolsa (tecido de oncinha, lógico!) um livro sobre candomblé. Ela não se prostitui, mas não deixa de aceitar mimos de eventuais transas que encontra nas ruas. Se considera sexualmente passiva, entretanto, assume que muitos parceiros preferem que ela seja ativa no sexo. "Se a natureza me deu um pinto, é por ele que eu vou gozar." - defende-se.

Bruna fala pausadamente e seus olhos alertas estão sempre analisando reações alheias. A transformação corporal se iniciou a pedido de um ex-namorado. "Pus aplique no cabelo, tomei hormônios e em uma semana já estava me vestindo como menina. Fui a bicha mais rápida a virar travesti no mundo" - brinca.

Bruna não sofreu preconceito por parte da família ao chegar em casa de cabelão, peito e calcinha. Ela diz não ter sofrido nenhum tipo de discriminação por parte da sociedade, mas sabe que seu caso é uma exceção. Hoje, já toda transformada, Bruna se sente plena e feliz com seu corpo, ao contrário da amargura que carregava nos tempos em que era "apenas Beto, uma bichinha."

Bruna tem os mesmos sonhos da maioria das travestis brasileiras: ir para a Europa onde, acredita, a aceitação da homossexualidade é maior (apesar dela não admitir sofrer preconceitos aqui). Na Europa, ela sonha que encontrará um homem disposto a assumi-la como legítima esposa, com quem viverá feliz para sempre. Por enquanto, a distãncia entre o sonho e a realidade é bem cruel: Bruna mantém um relacionamento com um cara casado que trabalha como "massagista" numa sauna gay e se vira como pode nas horas vagas.

O mundo de Bruna é dúbio, duplo. Olhando de perto, ainda há um pouco de Beto dentro dela. Seus sonhos de felicidade eterna são os mesmos de todos nós. A inquietação do seu olhar é a tradução de uma alma que busca e há de encontrar.
Bruna é assim: uma travesti sem sobrenome, o que, por si só, já demonstra uma diferença das demais. Bruna quer ser feliz. Bruna não quer ser mulher, quer ser feminina sem abrrir mão do pinto que tem.

Bruna é arretada !

quarta-feira, 20 de junho de 2007

TomBoy - o cantor mais gay do mundo





























TomBoy é um dinamarquês afetadíssimo. Venceu o Big Brother Dinamarca e lançou-se como cantor. Apostou todas as fichas (e plumas) numa filosofia de vida: "Quanto mais pinta, melhor !".

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Guia Turístico Gay de João Pessoa/PB




Lançado no último dia 28 de maio, o guia põe a capital paraibana na rota do turismo rosa, setor que mais cresce no país, segundo dados fornecidos pela Ministra do Turismo, Marta Suplicy.










Um projeto de estudantes do curso de turismo da UFPB, o guia foi muito bem-vindo por autoridades e ativistas que aplaudiram a iniciativa.










Mais uma prova de que não se precisa ser gay para lucrar com o "pink money".