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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mundo-Cão rejeitado pelo Islã


Esta é a caricatura de Maomé que está a gerar polémica na Suécia. Publicada no jornal Nerikes Allehanda, a 18 de Agosto, o desenho que representa a cara de Maomé com um corpo de cão.
É da autoria do artista sueco Lars Vilks. O jornal concordou em publicar o desenho depois de várias galerias de arte a terem recusado, com medo dos protestos muçulmanos.
O periódico fez acompanhar o trabalho do artista por um editorial sobre a autocensura e a liberdade religiosa. As reacções não se fizeram esperar.
Os muçulmanos a viverem na Suécia protestaram de imediato. Agora, chegou a vez da Organização da Conferência Islâmica. Considera a caricatura uma "blasfémia" ao profeta Maomé. Pedem sanções contra o autor e o director do jornal.
O Irã e o Paquistão também já protestaram junto do governo sueco. Este é mais um episódio a juntar à polémica que envolveu a publicação das caricaturas de Maomé no diário dinamarquês Jyllands-Posten, em Setembro de 2005

postado originalmente no blog Estrada Poeorenta por Antonio Oliveira

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Cena Homofóbica no filme "Ó Paí, Ó"




Não acredito que uma cena de discriminação voluntária tenha passado despercebida aos milhares de ativistas, militantes e ONGs que defendem os direitos dos homossexuais.






Pois, fiquei chocado ao ver, no filme "Ó Paí, Ó", a tal cena. Logo neste filme que faz uma defesa linda da raça negra.







Quando a travesti Yolanda (Lyu Arisson) desce a ladeira, fumando, ao encontro do seu amante Reginaldo, a trilha sonora é a música Tô Carente (Edu Luppa/ Tivas/ Marquinhos Maraialde) , interpretada pela Banda Calypso (ou algo assim) que diz: "estou infectada com o vírus da paixão...", numa alusão clara à conexão HOMOSSEXUAL x AIDS.







Ainda se prega a AIDS como "peste gay" e é por essa ignorância, levada ao grande público em mensagens sutis como a deste filme, que a homofobia continua fazendo vítimas país à fora.






Será que só travesti tem AIDS na Bahia ?









Neste mesmo filme, há a cena da garota que faz um aborto por mês e nada sugerindo que ela possa estar com AIDS foi mencionado, apesar de que, obviamente, ela levava uma vida de promiscuidade, exposta ao contágio tanto quanto qualquer travesti, prostituta ou pessoa com vida sexual ativa desprotegida.







A edição do filme foi cruel com a personagem, com a comunidade gay, mas, principalmente, foi irresponsável.Depois de tantas leis que beneficiam a produção cultural brasileira, ainda nos deparamos com mediocridades deste porte, que disseminam inverdades em nome da arte.





Em tempo: o vírus do HIV não escolhe a quem contamina.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Nordeste Independente


Que não se enganem os sulistas: há, no nordeste, também, um movimento separatista nada discreto.



No sul são os neonazistas que pregam a independencia da região, enquanto no nordeste são artistas que, há muitos anos, já abordam este tema. Até Elba Ramalho já teve música censurada por isso.



Eu sou brasileiro e ponto final.



Ao chegar no Rio Grande do Sul se ouve, por várias vezes, pessoas se identificando como italiano, alemão, polonês...orgulhosos de sua ascendencia européia. Em certas comunidades rurais eles nem falam o português.



Não entendo tanto orgulho racial. Me parece rejeição ao país que acolheu seus antepassados que imigraram fugindo de guerras, fome,miséria e situações humilhantes. A grande maioria dos europeus que aqui chegaram, como chegaram os palestinos semana passada, eram favelados europeus. Hoje, os filhos destes imigrantes exaltam o sangue italiano, por exemplo, como quem exibe um pedigree.



Eu sou brasileiro e ponto final.



Nunca usei minha ascendência italiana como bandeira ou curriculum.



Acho até certo que o Rio Grande do Sul queira se separar do resto do Brasil. Que fiquem com seus neonazistas e palestinos, judeus e açoreanos num território à parte, já que renegam a brasilidade. Que achem outro bode expiatório para culparem por suas mazelas internas que não o nordeste...como se não houvesse pobreza e pau-de-arara gaucho.



Nem todo nordestino é miserável, ignorante ou passa fome. Pelo contrário. Mas, todos são brasileiros e ponto final.



Aproveitando o ensejo, que tal nos separarmos dos cariocas também ? - A que nos serve o Rio de Janeiro senão de berçario de bandidagem ? - ~Pelo menos os cariocas se consideram brasileiros...ainda.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Santa Ceia


Campanha publicitária escandaliza a Califórnia ao mostrar Jesus, de novo, de maneira nada convencional.
Ao invés do pão e vinho, puseram brinquedinhos de sex shop. Os discípulos foram substituídos por homens usando moda sadomasô...e por aí vai. Veja com seus próprios olhinhos e, quem sabe, descubra até mais...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A Capital da Paraíba é Cabo Branco






Com a pretensão de concorrer com Natal (RN) e Recife (PE) por uma fatia maior na indústria do turismo que movimenta o Nordeste, a capital da Paraíba, João Pessoa, está em absurda desvantagem.






A começar pelo próprio nome da cidade: João Pessoa. Não é atrativo para turistas brasileiros e desinteressante para gringos. Um balneário tão lindo deveria ter um nome mais adequado como Cabo Branco - acidente geográfico que marca o ponto mais oriental das Américas e fica em João Pessoa.






A família Pessoa, do falecido João que nomeia a cidade, ainda influencia a política local e, talvez por isso, todas as tentativas de mudar-se o nome da capital tenham fracassado até hoje. Quem foi João Pessoa? O que ele fez de fato pela Paraíba?






O sr. João foi educado no Recife, vivia no Recife até ser nomeado governador e foi assassinado no Recife. Não vou aqui manchar a memória dele, mas, convenhamos, sua vida não foi exemplar a ponto de merecer tamanha homenagem. Foi João Pessoa quem denunciou o caso amoroso entre Anayde Beiriz e João Dantas, expondo-os ao repúdio da sociedade e destruindo suas reputações. Anayde, ainda hoje, é lembrada como puta.






Enfim, a capital da Paraíba tem longa tradição de mudança de nomes. Desde quando foi fundada em 05 de agosto de 1585, já se chamou Frederikstadt - durante o domínio holandês -, depois virou Filipéia - homenagem ao rei Filipe de Espanha - e também já foi simplesmente Parahyba. São mais de 400 anos tentando encontrar uma identidade própria, distinta da influência do Recife.






Com a pretensão de se tornar destino turístico internacional, é bom começarem a armar uma propaganda mais convidativa ao invés de se manter esta homenagem descabida a um homem que ninguém sabe quem foi ou o que fez...se é que fez ! Hoje, sabemos que homenagear político é burrice. Você poria a mão no fogo por algum deles ??






Meu voto é que a capital da Paraíba se chame Cabo Branco.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Chora, Brasil !


A seleção brasileira de futebol foi ao México para jogo amistoso e milhares de conterraneos nossos, que vivem nos EUA, cruzaram a fronteira para chorar ao ouvir o hino nacional ser executado.




Fiquei me perguntando por quê choravam. Devia ser de alegria por terem tido a chance de imigrar para terras mais civilizadas. Fernando Henrique Cardoso tinha razão quando disse que o Brasil é uma pátria de caipiras. Digo mais: somos um bando de ignorantes que se acovarda diante de ladrões como Renan Calheiros, Delúbio Soares ou Jader Barbalho, só pra citar alguns.




Deveriamos chorar ao lembrarmos da palhaçada que foi o Kit de Primeiros Socorros, aquele que nos foi imposto apenas enquanto fazia a fortuna de algum parlamentar e que nós, caipiras que somos, aceitamos sem reclamar.



Lágrimas rolariam pelos rostos brasileiros se tívessemos vergonha na cara por saber que reelegemos um matutão alcoolatra como presidente e que seus projetos de governo são um engodo do tamanho do país, servindo apenas ao enriquecimento ilícito da corja que o acompanha e infesta os salões do Palácio do Planalto.




Se querem chorar, que chorem pela falência de todos os meios de transporte ou pela decadência do ensino. Chorem pelas vítimas da violência cotidiana e pela favelização do campo.





Apenas sejam espertos: façam como nossos compatriotas: imigrem para a América ou Europa e chorem, chorem muito, chorem de alegria por terem saído desta lama.




"Um filho teu não foge à luta ?"
Chora, Brasil !

sábado, 1 de setembro de 2007

Dois Homens Negros

Entrei numa loja de conveniência por volta das 10 da noite para comprar cigarros e, enquanto esperava o caixa atender outros clientes, chegaram dois homens negros.



Eles eram altos, musculosos, tatuados, descalços e aparentavam ter uns 20 anos. O segurança da loja colocou-se na porta de saída e observava cada movimento dos dois homens negros.



Criou-se um clima de desconforto e medo. As estatísticas acusam que este é o perfil do assaltante: homem jovem e negro.



Quanto mais o caixa demorava-se em passar o troco, mais crescia o incômodo entre os clientes brancos que se entreolhavam num código silencioso, disparando o alerta de "vamos ser assaltados por estes negros".



Nada aconteceu. Paguei meus cigarros e saí aliviado daquele lugar, apesar do peso do preconceito. Ou teria sido eu apenas precavido ?



É como disse o poeta Augusto dos Anjos:

"Quem, nesta terra, vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera."