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domingo, 21 de outubro de 2007

Que Reino é Esse ?




Em João Pessoa, a exemplo da maioria das capitais brasileiras, foi erguido em mega-templo da Igreja Universal do Reino de Deus.

O mérito da questão, aqui, não é de onde vem a grana para estas construções. Nem vou me dar ao trabalho de ouvir que é do dízimo dos fiéis. Não. A questão é um detalhe na arquitetura do templo que contradiz toda a doutrina evangélica neo-pentecostal pregada pela IURD.

Na parede externa, do lado esquerdo, há uma mega-cruz dourada e resplandecente. Eu disse cruz ? - Sim, uma cruz ! - um símbolo cristão abominado e abolido por evangélicos.
Eles dizem não precisar de ícones para sua fé além daquelas Bíblias negras que carregam debaixo do braço, mas a cruz da Universal desdiz isso. É um ícone, é cristão e, além disso, católico por excelência.
Pois bem, a cruz dourada está lá (comprovado na foto ilustrativa). Como a igreja é a Universal, vai ver que assimilou dogmas católicos num ecumenismo inédito !
Outras esquisitices acontecem entre as grande quatro paredes do mega-templo: uma tal de "Vigília dos Empresários" é um dia de orações onde obreiros, pastores e crentes pedem bênçãos financeiras aos céus. Ridículo.

Mais nojento do que isso só mesmo a "Vigília do Amor", quando mal-amados são convidados a levar fotos, peças de roupa, nomes, qualquer coisa da pessoa que se quer conquistar para ser ungido com um óleo abençoado através de toda a honra e toda a glória do Sr. Jesus pelas mãos dos humanas de pastores. É o cúmulo.
É bruxaria, macumba, pura e simplesmente.
Ficou curioso (a) ? - Na Vigília do Amor também se ungem solteirões e encalhadas para abrir os caminhos da paixão. Hahahahahah...só rindo, não é ?
A IURD mete o pau nos rituais do Candomblé e faz o mesmo. Mete o pau nos ícones da fé católica e pendura cruzes douradas em seus templos. Contraditórios, no mínimo. Muito espertos, certamente.
Viva a Igreja Universal do Queijo do Reino !!! - ...digo, do Reino de Deus !!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Bom dia amiguinhos ! - Já estou aqui !


Era com este bordão que a apresentadora Xuxa entrava na casa de milhões de brasileirinhos todas as manhãs, durante anos, para lhes deturpar conceitos de infância e infantilidade.

Foi Xuxa quem ensinou aos “baixinhos” a consumir produtos, moda, modismo. Pôs meninas a se comportarem como mulheres, inclusive despertando a sexualidade precoce delas. Em seu rastro surgiram vários clones: Mara Maravilha, Eliana, Jaqueline...todas pregando o estilo xuxesco de viver.

O programa da Xuxa sempre foi recheado de símbolos sexuais. As próprias Paquitas, turma de garotas que a ajudavam no palco, eram a personificação da estudante safadinha, da Lolita, da Anita. Tinham nomes infantis como Xiquita, Pituxa.....mas bem podiam ter se chamado de Xupona, Xavasquita, Priquitita...

Xuxa detonou toda uma geração de brasileiros. Graças aos deuses, a Rede Globo reviveu o Sítio do Pica-Pau Amarelo, baseado na obra homônima de Monteiro Lobato, que fala de um sítio encantado onde tudo pode acontecer, exceto, que Xuxa chegue numa nave acompanhada por uma horda de ninfetas e seus produtos.

Tempo bom foi quando se produzia musical infantil. Eram exibidos em horário nobre e estrelados pelos grandes astros da MPB. Isso sim, tinha qualidade e respeito à criança. O Plunct-Plact-Zum, A Arca de Noé e tantos outros embalaram os sonhos dos “baixinhos” da minha geração, sem que a nós nos fosse imposto a compra de algo. Era pura e simplesmente a criançada no seu mundo de sonhos, heróis e vilões, ao som da melhor música brasileira possível.

Não quero ser saudosista e viver de passado. Beijinho, beijinho e xau xau para a Xuxa. Seu tempo passou e hoje ela amarga magros índices de audiência. Graças aos deuses.



Não temo pelo que vem a seguir para as crianças do Brasil. Nada poderá ser pior do que a Rainha dos Baixinhos o foi.






EM TEMPO: Não confunda Ilariê com Ilê-ayê !

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mundo-Cão rejeitado pelo Islã


Esta é a caricatura de Maomé que está a gerar polémica na Suécia. Publicada no jornal Nerikes Allehanda, a 18 de Agosto, o desenho que representa a cara de Maomé com um corpo de cão.
É da autoria do artista sueco Lars Vilks. O jornal concordou em publicar o desenho depois de várias galerias de arte a terem recusado, com medo dos protestos muçulmanos.
O periódico fez acompanhar o trabalho do artista por um editorial sobre a autocensura e a liberdade religiosa. As reacções não se fizeram esperar.
Os muçulmanos a viverem na Suécia protestaram de imediato. Agora, chegou a vez da Organização da Conferência Islâmica. Considera a caricatura uma "blasfémia" ao profeta Maomé. Pedem sanções contra o autor e o director do jornal.
O Irã e o Paquistão também já protestaram junto do governo sueco. Este é mais um episódio a juntar à polémica que envolveu a publicação das caricaturas de Maomé no diário dinamarquês Jyllands-Posten, em Setembro de 2005

postado originalmente no blog Estrada Poeorenta por Antonio Oliveira

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Cena Homofóbica no filme "Ó Paí, Ó"




Não acredito que uma cena de discriminação voluntária tenha passado despercebida aos milhares de ativistas, militantes e ONGs que defendem os direitos dos homossexuais.






Pois, fiquei chocado ao ver, no filme "Ó Paí, Ó", a tal cena. Logo neste filme que faz uma defesa linda da raça negra.







Quando a travesti Yolanda (Lyu Arisson) desce a ladeira, fumando, ao encontro do seu amante Reginaldo, a trilha sonora é a música Tô Carente (Edu Luppa/ Tivas/ Marquinhos Maraialde) , interpretada pela Banda Calypso (ou algo assim) que diz: "estou infectada com o vírus da paixão...", numa alusão clara à conexão HOMOSSEXUAL x AIDS.







Ainda se prega a AIDS como "peste gay" e é por essa ignorância, levada ao grande público em mensagens sutis como a deste filme, que a homofobia continua fazendo vítimas país à fora.






Será que só travesti tem AIDS na Bahia ?









Neste mesmo filme, há a cena da garota que faz um aborto por mês e nada sugerindo que ela possa estar com AIDS foi mencionado, apesar de que, obviamente, ela levava uma vida de promiscuidade, exposta ao contágio tanto quanto qualquer travesti, prostituta ou pessoa com vida sexual ativa desprotegida.







A edição do filme foi cruel com a personagem, com a comunidade gay, mas, principalmente, foi irresponsável.Depois de tantas leis que beneficiam a produção cultural brasileira, ainda nos deparamos com mediocridades deste porte, que disseminam inverdades em nome da arte.





Em tempo: o vírus do HIV não escolhe a quem contamina.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Nordeste Independente


Que não se enganem os sulistas: há, no nordeste, também, um movimento separatista nada discreto.



No sul são os neonazistas que pregam a independencia da região, enquanto no nordeste são artistas que, há muitos anos, já abordam este tema. Até Elba Ramalho já teve música censurada por isso.



Eu sou brasileiro e ponto final.



Ao chegar no Rio Grande do Sul se ouve, por várias vezes, pessoas se identificando como italiano, alemão, polonês...orgulhosos de sua ascendencia européia. Em certas comunidades rurais eles nem falam o português.



Não entendo tanto orgulho racial. Me parece rejeição ao país que acolheu seus antepassados que imigraram fugindo de guerras, fome,miséria e situações humilhantes. A grande maioria dos europeus que aqui chegaram, como chegaram os palestinos semana passada, eram favelados europeus. Hoje, os filhos destes imigrantes exaltam o sangue italiano, por exemplo, como quem exibe um pedigree.



Eu sou brasileiro e ponto final.



Nunca usei minha ascendência italiana como bandeira ou curriculum.



Acho até certo que o Rio Grande do Sul queira se separar do resto do Brasil. Que fiquem com seus neonazistas e palestinos, judeus e açoreanos num território à parte, já que renegam a brasilidade. Que achem outro bode expiatório para culparem por suas mazelas internas que não o nordeste...como se não houvesse pobreza e pau-de-arara gaucho.



Nem todo nordestino é miserável, ignorante ou passa fome. Pelo contrário. Mas, todos são brasileiros e ponto final.



Aproveitando o ensejo, que tal nos separarmos dos cariocas também ? - A que nos serve o Rio de Janeiro senão de berçario de bandidagem ? - ~Pelo menos os cariocas se consideram brasileiros...ainda.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Santa Ceia


Campanha publicitária escandaliza a Califórnia ao mostrar Jesus, de novo, de maneira nada convencional.
Ao invés do pão e vinho, puseram brinquedinhos de sex shop. Os discípulos foram substituídos por homens usando moda sadomasô...e por aí vai. Veja com seus próprios olhinhos e, quem sabe, descubra até mais...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A Capital da Paraíba é Cabo Branco






Com a pretensão de concorrer com Natal (RN) e Recife (PE) por uma fatia maior na indústria do turismo que movimenta o Nordeste, a capital da Paraíba, João Pessoa, está em absurda desvantagem.






A começar pelo próprio nome da cidade: João Pessoa. Não é atrativo para turistas brasileiros e desinteressante para gringos. Um balneário tão lindo deveria ter um nome mais adequado como Cabo Branco - acidente geográfico que marca o ponto mais oriental das Américas e fica em João Pessoa.






A família Pessoa, do falecido João que nomeia a cidade, ainda influencia a política local e, talvez por isso, todas as tentativas de mudar-se o nome da capital tenham fracassado até hoje. Quem foi João Pessoa? O que ele fez de fato pela Paraíba?






O sr. João foi educado no Recife, vivia no Recife até ser nomeado governador e foi assassinado no Recife. Não vou aqui manchar a memória dele, mas, convenhamos, sua vida não foi exemplar a ponto de merecer tamanha homenagem. Foi João Pessoa quem denunciou o caso amoroso entre Anayde Beiriz e João Dantas, expondo-os ao repúdio da sociedade e destruindo suas reputações. Anayde, ainda hoje, é lembrada como puta.






Enfim, a capital da Paraíba tem longa tradição de mudança de nomes. Desde quando foi fundada em 05 de agosto de 1585, já se chamou Frederikstadt - durante o domínio holandês -, depois virou Filipéia - homenagem ao rei Filipe de Espanha - e também já foi simplesmente Parahyba. São mais de 400 anos tentando encontrar uma identidade própria, distinta da influência do Recife.






Com a pretensão de se tornar destino turístico internacional, é bom começarem a armar uma propaganda mais convidativa ao invés de se manter esta homenagem descabida a um homem que ninguém sabe quem foi ou o que fez...se é que fez ! Hoje, sabemos que homenagear político é burrice. Você poria a mão no fogo por algum deles ??






Meu voto é que a capital da Paraíba se chame Cabo Branco.